Política salarial do MGI estimula elitismo no funcionalismo

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A Condsef/Fenadsef encaminhou, hoje (24), um ofício ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), cobrando a instalação, em caráter de urgência, de Mesa Específica e Temporária de negociação para tratar das reivindicações dos analistas excluídos do PL 1.213/2024.

O PL foi aprovado nesta terça-feira, 22, na Câmara dos Deputados, excluindo da Carreira de Tecnologia da Informação os Analistas de Sistemas, Analistas de Processamento de Dados, Analistas de Suporte e diversos outros cargos de Analista que, efetiva e indiscutivelmente, atuam na área de Tecnologia da Informação.

A nova carreira tem um único cargo, o de Analista em Tecnologia da Informação (ATI). Desde setembro de 2023 o Sindsep-DF e a Condsef têm buscado insistentemente o MGI para negociar a inclusão dos demais Analistas na nova carreira, com base em inúmeros estudos técnicos e pareceres jurídicos.

>> Acesso aqui o Ofício Condsef/Fenadsef nº 206/2024 – MGI (Área de Tecnologia da Informação)

De fato, o cargo de ATI, como todos os demais cargos de Analista da área de TI são oriundos do PGPE, com a mesma tabela remuneratória, nível de escolaridade e executando as mesmas funções.

O fato das reivindicações de diversos setores do funcionalismo, como a Funai, os ATI e os ATPS terem sido atendidas pelo MGI deveria ser motivo de ampla comemoração. Contudo, a exclusão de parte da categoria deixa uma certa amargura.

Quando o MGI promove esse tipo de distintividade, colocando servidores que trabalham lado a lado com salários tão díspares, além de promover uma enorme injustiça contra centenas de trabalhadores e trabalhadoras, estimula a competição, a fragmentação e o elitismo na categoria.

A partir desse incentivo perverso, temos visto grupos de servidores, com cada vez mais frequência que, na tentativa de se verem contemplados nesses grupos seletos, buscam demonstrar a complexidade e a superioridade de suas próprias atribuições relativamente a de outros colegas, desprezados como  “a vala comum dos servidores sem importância”.

A Condsef seguirá combatendo esse tipo de política que não revela apenas os intentos liberais de tecnocratas específicos, mas uma séria intervenção antissindical na organização política dos trabalhadores no setor público, um verdadeiro estímulo a comportamentos elitistas e demandas por distinção, que solapam a unidade, a solidariedade e o avanço na conquista de direitos.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef

Foto: Reprodução/Sindsep-DF