Em manifestação no HUSM, trabalhadores da Ebserh exigem negociação das cláusulas econômicas

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O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf/RS) promoveu uma manifestação na manhã desta terça-feira (10) com as empregadas e empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Os trabalhadores exigem que a Empresa negocie as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

 

 

De acordo com o secretário de Comunicação do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS), Romário Krug, a categoria entende que é necessário agilizar a negociação e ACT por conta de 2026 ser um ano eleitoral. “Por isso, os trabalhadores do HUSM fizeram um ato em frente ao Hospital, para, de forma silenciosa protestar contra as atitudes da empresa”, contou.

O dirigente afirmou também que as atividades vão se estender aos outros HUs, Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPEL) e o Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg). “É uma forma de sensibilizar a empresa e a comunidade da situação dos trabalhadores em saúde”, acredita Romário.

 

 

A Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (ASSUFSM) acompanhou a mobilização, prestando apoio ao Sindicato e aos trabalhadores da Ebserh no HUSM.

Na última sexta-feira (6), a Condsef/Fenadsef enviou ofício à Ebserh cobrando prioridade na discussão das cláusulas econômicas. No documento, foi criticada a decisão da empresa de não tratar do tema na próxima rodada de negociações. A posição da Ebserh foi comunicada por meio de ofício da área de gestão de pessoas, que informou não haver, neste momento, diretrizes econômicas formalmente estabelecidas que permitam avançar no debate sobre reajustes e benefícios.

 

 

Segundo a empresa, a definição de cláusulas econômicas depende de tramitações internas e de análise por diferentes instâncias de governança.

Para a Condsef/Fenadsef, no entanto, essa justificativa não é aceitável. Além de que, adiar o debate das cláusulas econômicas neste momento pode, na prática, inviabilizar a discussão de reajustes reais para os trabalhadores.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações da Condsef/Fenadsef

Fotos: Divulgação