Pela vida das mulheres: atos do 8 de março ocupam ruas pelo Brasil

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O 8 de março de 2026 – o Dia Internacional da Mulher – foi marcado no Brasil com atos espalhados pelas cinco regiões no país. A denúncia da violência contra as mulheres está no centro das manifestações. Em Porto Alegre o ato, na manhã deste domingo, teve início na Ponte de Pedra, na Praça dos Açorianos, e seguiu até a Praça do Aeromóvel. A direção do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) participaram da atividade que reuniu milhares de pessoas e cerca de 30 entidades representativas de sindicatos e coletivos de mulheres. A diretoria também participou dos atos do 8M que aconteceram no interior do RS.

 

 

Este ano, a mobilização ganhou ainda mais força diante da realidade alarmante que o país enfrenta. Casos recorrentes de violência contra mulheres e o registro de quatro feminicídios por dia no Brasil evidenciam a gravidade do problema e reforçam o chamado das trabalhadoras: basta de feminicídio.

 

 

Os atos deste ano foram realizados com o mote “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6×1.” A mobilização também destacou a necessidade de enfrentar as desigualdades que atingem especialmente as mulheres trabalhadoras, em particular negras, periféricas, indígenas e do campo.

 

 

A secretária-geral adjunta do Sindiserf/RS, Zaida Haack Bastos, acredita que a Marcha referendou a ânsia das mulheres de Porto Alegre e arredores por dias melhores. “Foi um lindo e efetivo movimento. Estamos todas de parabéns ao provar para nós mesmas a importância dos movimentos sociais e dos sindicatos na mobilização da sociedade em prol de causas que nos atingem a todas como a escala 6 X 1, agressão às mulheres, proteção às meninas, às questões de gênero. Foi um sucesso”, avaliou.

De acordo com ela, as insatisfações geradas pela insegurança, oportunidades negadas, desrespeito absoluto à legislação, para uma virada de chave, precisa da união e vozes. “Apenas ecoando nas ruas poderemos levar à conscientização aos resistentes dessa mudança e termos uma sociedade livre de machismo”, declarou Zaida.

 

 

 

As marchas das mulheres também incluíram na agenda, entre outros temas, críticas ao imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no mundo; a defesa da soberania; da democracia e pelo fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), que atualmente está em debate no Parlamento.

 

 

A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das organizações por trás dos atos, afirma que estará nas ruas para denunciar a violência contra as mulheres. “Estamos nas ruas para exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas. Pelo fim do feminicídio”, escreveu a AMB em manifesto.

 

 

“O capitalismo, aliado ao patriarcado e ao racismo, mantém a exploração e o sofrimento das mulheres. Mulheres no Brasil, em Gaza, em Cuba, na Venezuela e em tantos outros lugares enfrentam guerras, ameaças à soberania, avanço da extrema direita e a retirada de direitos básicos”, completa o manifesto da AMB.

 

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações da CUT Nacional e da Agência Brasil

Fotos: Renata Machado (Sindiserf/RS)