Em dia de reunião da MNNP, servidores federais do RS se mobilizam nos órgãos

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As servidoras e servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),  Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (IcmBio) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) receberam a visita do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) nesta quinta-feira (10), durante o Dia Nacional de Luta da categoria.

 

 

Hoje, às 15h, ocorreu a reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) para tratar da pauta econômica e proposta apresentada pelos servidores federais, por isso foi um dia de mobilização dos servidores federais em todo o Brasil. Na primeira reunião da Mesa, Fonasefe e Fonacate apresentaram proposta unificada em dois blocos, com reajustes entre 39,82% a 53,05%, que seriam escalonados até 2026, a partir de 1º de janeiro de 2024.

 

 

“Ainda não temos garantia de aumento e nenhum índice oficial foi apresentado. Por isso, a importância de seguir a nossa mobilização em agosto”, ressaltou a secretária-geral do Sindiserf/RS, Eleandra Raquel da Silva Koch, ao falar que a expectativa é que o governo apresente uma proposta na reunião de hoje, pois o prazo para o funcionalismo entrar no orçamento de 2024 é 31 de agosto.

A dirigente também contou que nas primeiras reuniões foi tratado sobre o “regovaço” de medidas nocivas ao serviço público e os gatilhos incluídos no arcabouço fiscal. “Nós, do movimento sindical que representa os servidores públicos, temos uma posição contrária aos gatilhos e achamos que o arcabouço não traz alívio para as contas públicas”, disse.

 

 

A importância de ratificar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que versa sobre a negociação coletiva no setor público e a data-base da categoria, também foi tema dos encontros nos órgãos.

PEC 32 – A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 32), da reforma administrativa, foi outra pauta abordada nas mobilizações, pois as ameaças por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) estão cada vez mais frequentes e incisivas. “A nossa luta tem que ser para que a PEC não vá à votação no plenário.”

 

 

Na mesma linha, o secretário-geral adjunto do Sindicato, José Mário Amaral Virué afirmou que a correlação de forças na Câmara é desfavorável aos servidores e ao povo. “Já que é toda a sociedade que perde com essa reforma”, destaca. Ele afirmou ainda que a reforma administrativa “é quinhão que o Lira quer disponibilizar ao mercado e o perigo de ir à votação é iminente”.

 

 

Os servidores acordaram intensificar a mobilização pela recomposição salarial nos próximos dias, com atividades e vigílias, quando houver reuniões em Brasília. Assim como, intensificar a luta e pressão aos deputados federais para barrar a PEC 32.

 

Fonte: Sindiserf/RS

Fotos: Renata Machado (Sindiserf/RS)