Inflação acumulada sobe menos: preço de combustíveis cai e início das aulas eleva custo com escola

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Com 0,76% em fevereiro, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou acima de janeiro e abaixo de igual mês do ano passado. Agora, soma 1,31% em 2023 e 5,63% em 12 meses, taxa menor que a do período imediatamente anterior (5,87%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE.

O instituto apurou alta em oito dos nove grupos que compõem o indicador. Desta vez, como é comum neste período, o destaque veio do grupo Educação, com alta de 6,41%. Assim, o impacto foi de 0,36 ponto percentual. Ou seja, esse grupo representou quase metade do índice total.

 

Início do ano letivo

Os cursos regulares aumentaram 7,64%, em média, devido aos reajustes “habitualmente praticados no início do ano letivo”. O IBGE cita as variações de ensino médio (10,29%), ensino fundamental (10,04%), pré-escola (9,58%) e creche (7,28%). Também subiram os custos com ensino superior (5,33%), curso técnico (4,50%) e pós-graduação (3,47%).

Habitação subiu mais do que em janeiro: de 0,17% para 0,63%. Contribuíram para isso as altas do aluguel residencial (0,89%) e do condomínio (0,62%). Além da taxa de água e esgoto (1,32%), que teve reajustes em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador. Destaque também para o gás encanado (1,50%). Já a energia subiu 0,35%.

 

Preços dos alimentos sobem menos

Por sua vez, o grupo Alimentação e Bebidas subiu menos de um mês para o outro: de 0,55%, em janeiro, para 0,39%. Segundo o IBGE, os alimentos para consumo no domicílio aumentaram 0,38%. Tiveram alta os preços de itens como cenoura (24,25%), hortaliças e verduras (8,71%, leite longa vida (3,63%), arroz (2,75%) e frutas (2,33%). Entre as quedas, cebola (-19,11%), tomate (-4,56%), frango em pedaços (-1,98%) e carnes (-0,87%).

Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,40%, quase a mesma taxa do mês anterior. O lanche aumentou 0,78% e a refeição, 0,16%.

 

Passagens aéreas e combustíveis

E o grupo Transportes também desacelerou. Foi de 0,17% para 0,08%. Caíram os preços das passagens aéreas (-9,45%) e dos combustíveis (-0,28%), principalmente o etanol (-1,65%). A gasolina variou -0,04%. Com impacto do IPVA, o item emplacamento e licença aumentou 1,62%.

Ainda nesse grupo, os ônibus urbanos tiveram alta média de 0,99%, com reajuste de tarifa no Rio de Janeiro. O mesmo aconteceu com o trem (1,34%). O custo com táxi subiu 2,11%, em média, com reajustes em Salvador e no Rio.

 

Variações regionais

Comunicação subiu 0,78% neste mês, com influência de TV por assinatura (2,50%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,35%) e acesso à internet (0,66%). O único grupo com queda em fevereiro foi Vestuário (-0,05%, após alta de 0,42% no mês anterior).

Entre as regiões pesquisadas, a maior variação do IPCA-15 foi em Salvador (1,19%) e a menor, em Goiânia (0,41%). Em 12 meses, a “prévia” da inflação oficial vai de 4,18% (também Goiânia) a 6,61% (Salvador). Na Grande São Paulo, a alta é de 6,28%.

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 10 de março.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Foto: Montagem RBA