Representantes de entidades sindicais, organizações indígenas e órgãos do governo federal se reuniram para avançar na construção do projeto “Povos Indígenas e o Mundo do Trabalho”. O encontro teve como foco principal definir metodologias para o mapeamento das iniciativas econômicas dos povos indígenas em todo o país.
Participaram da reunião representantes da CUT, Condsef/Fenadsef, Sindsep-DF, CNTE, Apib, Unisol Brasil, Funai e Senaes/MTE. O objetivo é que esse mapeamento ajude não apenas na comercialização dos produtos indígenas, mas também no fortalecimento de redes e cadeias produtivas, além de subsidiar a criação de políticas públicas voltadas às economias indígenas no Brasil e suas diversas formas de expressão.
Durante o encontro, a Funai informou que o banco de dados do Selo Indígena já reúne cerca de 300 produtos cadastrados, com identificação dos povos produtores, localização e tipo de produção. Já a Senaes/MTE destacou que um levantamento inicial identificou 90 empreendimentos econômicos solidários de base indígena registrados no Cadastro Nacional da Economia Solidária (Cadsol).
A Apib reforçou a importância de ampliar esse levantamento junto às organizações indígenas regionais, como Apoinme, Coiab, Comissão Guarani Yvyrupa, Arpin Sudeste, Arpin Sul, Aty Guasu e Conselho Terena. A entidade também destacou que o território é um elemento central para a organização do trabalho e da produção indígena.
Como encaminhamentos, foi definida a consolidação dos dados já levantados pela Funai e pela Senaes/MTE, além da realização de uma reunião para apresentar o projeto às organizações indígenas da base da Apib. Também está prevista a apresentação da iniciativa em um encontro com trabalhadores indígenas da educação, organizado pela CNTE no dia 28 de maio.
Outro passo importante foi a criação de um grupo de trabalho responsável por ampliar e qualificar as informações do mapeamento. A expectativa é fortalecer ainda mais a visibilidade da produção indígena, apoiar a geração de renda e contribuir para políticas públicas mais efetivas.
Os dados iniciais já mostram a diversidade e a força das economias indígenas no Brasil, com centenas de produtos e dezenas de empreendimentos que poderão ganhar mais espaço e reconhecimento a partir do projeto.
Fonte: Condsef/Fenadsef
Foto: Reprodução/DR