Sindiserf/RS presente na Marcha da Classe Trabalhadora com milhares às ruas de Brasília

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Um dia após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhar ao Congresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a classe trabalhadora ocupou as ruas de Brasília nesta quarta-feira (15) em uma marcha que combinou mobilização e um sentimento de conquista nas reivindicações históricas da classe trabalhadora. Dirigentes do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) marcaram presença na histórica Marcha da Classe Trabalhadora.

A redução da jornada e fim da escala 6×1, o fortalecimento das negociações coletivas, o combate à pejotização e às fraudes trabalhistas, direito à negociação no setor público e o enfrentamento ao feminicídio foram as principais bandeiras da Marcha.

“Foi um encontro emocionante! Com representações de todos os estados, do Acre ao nosso RS. Vimos trabalhadores de todas as idades, alguns até com apoio de bengala”, contou a secretária-geral adjunta do Sindiserf/RS, Zaida Haack.

 

 

A caminhada teve início por volta das 11h e seguiu pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional. As imagens mostram uma mobilização ampla, com forte presença de trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias e regiões do país.

Ao longo do trajeto, a diversidade da classe trabalhadora se expressava nos blocos organizados. Trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, servidores e servidoras das três esferas (municipal, estadual e federal), bancários, metalúrgicos, professores, químicos, petroleiros, uma presença marcante de entregadores por aplicativos além de diversas outras categorias e movimentos sociais, incluindo a juventude organizada e coletivos também ocupavam as ruas, com faixas, bandeiras e batucadas que deram ritmo ao ato.

Parlamentares de diferentes partidos e ministros de Estado também participaram, reforçando o peso político do ato.

Para Zaida, foi muito gratificante participar desse momento. “Apesar do calor ver o povo unido em prol das justas medidas defendidas. A certeza que fica é que sem luta não há ganhos. Sempre foi dessa forma na história, não só deste país. Povo calado sofre eternamente e reclamar em pequenos nichos não nos leva ao progresso. A união dos conscientes gera resultados e a marcha é prova disso”, avaliou.

 

 

A secretária de Movimentos Sociais, Gênero e Etnias do Sindicato, Vera Regina Gomes da Rosa também enfatizou a potência da Marcha, com milhares de trabalhadores. “Foi muito positivo e bonito, caminhamos sempre lado a lado defendendo uma vida com mais dignidade e direitos para a classe trabalhadora.”

Na avaliação de Vera, a agenda já teve efeitos positivos como o andamento do PL da redução da jornada. “Sem dúvida, teremos inúmeros resultados em prol dos trabalhadores com essa marcha, não só com o fim da escala 6X1, mas com todas as outras reivindicações como a ratificação da Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada pelo Brasil e até agora não aplicada”, acredita ela. A Convenção 151 assegura aos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público das três esferas o direito à liberdade sindical e à negociação coletiva.

A secretária de Aposentados e Pensionistas do Sindicato, Eva Lourdes Silva Corrêa, os servidores José Adair Lopes Araújo e Paulo Ricardo Rodrigues dos Santos, além da diretora da Condsef/Fenadsef e servidora da Funasa no RS, Rosemary Manozzo integraram a representação dos servidores e empregados públicos gaúchos.

 

 

 

Luta por direitos

Logo no início da mobilização, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que a conquista só se dá com pressão: “Na história, nenhum direito da classe trabalhadora foi uma dádiva, sempre foi com muita luta, com muita mobilização. Então é assim que nós vamos buscar a nossa pauta”.

Ele destacou ainda que o envio do projeto já representa um passo importante: “Ela já é vitoriosa porque o presidente Lula acaba de enviar ao Congresso Nacional o projeto em caráter de urgência que acaba com a escala 6 por 1”.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações da CUT Nacional

Foto: Reprodução CUT e Divulgação Sindiserf/RS