Governo Milei ataca direitos e expõe a pior face de um projeto ultraneoliberal antipovo

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A Condsef/Fenadsef manifesta seu mais veemente repúdio à reforma trabalhista aprovada pelo Senado da Argentina por iniciativa do governo de Javier Milei. Trata-se de um ataque sem precedentes aos direitos históricos da classe trabalhadora, impondo um projeto ultraneoliberal e antipovo que desmonta garantias conquistadas há décadas.

Conforme amplamente divulgado, a chamada “modernização trabalhista” autoriza jornadas de até 12 horas, flexibiliza o descanso mínimo, retira o pagamento de horas extras, reduz férias, que passam a ser fragmentadas conforme decisão do empregador, e permite o parcelamento de verbas rescisórias e do 13º salário. Além disso, trabalhadores que adoecerem ou sofrerem lesões fora do ambiente laboral poderão receber apenas 50% do salário, medida cruel que penaliza ainda mais quem já está em situação de vulnerabilidade.

O cenário se agrava diante da forte repressão aos que foram às ruas defender seus direitos. Enquanto o Senado votava a reforma, Buenos Aires foi marcada por militarização, uso de gás lacrimogêneo, balas de borracha, caminhões com canhões d’água, dezenas de prisões e centenas de feridos. Jornalistas e manifestantes foram alvo da violência, em um episódio que expõe a face autoritária do governo Milei.

Não se trata de modernização, mas de um profundo retrocesso social. Essa reforma repete a lógica ultraliberal de transferir o custo do ajuste fiscal para os ombros dos trabalhadores, enfraquecendo direitos, a proteção social e ampliando a precarização do trabalho.

A Condsef/Fenadsef se solidariza com o povo argentino e reafirma seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos trabalhistas. Nenhum direito a menos! O “choque Milei” é inadmissível.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef

Foto: Reprodução