Diretores do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) e o representante do escritório regional da Secretaria da Presidência da República, se reuniram na sexta-feira (24). A situação dos servidores do Arsenal de Guerra de General Câmara, principalmente o destino dos imóveis, com a desativação do espaço foi a pauta do encontro. A agenda é fruto do encaminhamento assumido com os servidores do município durante reunião realizada no último dia 17.
O servidor aposentado, Norberto Ferreira de Azambuja representou os colegas e explicou a complexidade da situação. A estrutura do governo federal foi construída na década de 1930 incluía 228 residências para uso dos militares e dos servidores, porém com fechamento do Arsenal de Guerra devido a reestruturação do Exército, em 21 de novembro de 2024, o destino dos imóveis é incerto.

De acordo com ele, boa parte das residências está ocupada por pensionistas e servidores aposentados, outras casas estão sendo usadas mediante pagamento de taxa e outros, já foram invadidos ou estão desocupados. “Na época do Arsenal, havia contrato quando o imóvel era ocupado por algum servidor. Porém, agora, está um clima de insegurança”, disse. Além das casas, há uma parte da área rural do município que também pertence à União.
Azambuja também relatou que há um processo em tramitação na Superintendência do Patrimônio da União (SPU) referente a essas áreas. “Por tudo isso, essa reunião hoje é muito importante para os servidores de General Câmara”, agradeceu ele.
O secretário de Administração e Patrimônio do Sindicato, Marcos Gladimir Lima Lacerda fez um relato da reunião realizada em General Câmara, recentemente, e pontuou as angustias que os servidores trouxeram. Pois a desativação do Arsenal de Guerra trouxe impactos sociais e econômicos negativos para o município.

O representante do escritório regional da Secretaria da Presidência da República, Júlio César Araújo das Neves, enfatizou a necessidade de oficializar as demandas apresentadas e verificar junto com a SPU a atual situação dessas áreas. “Agora, o mais urgente é dar segurança para as pessoas que estão nessas casas, para essas famílias. Garantir que tenham tranquilidade até a situação se resolver”, ponderou ele.
O assessor jurídico do Sindicato, Marcelo Garcia Cunha, acompanhou a reunião e fez apontamentos sob a situação apresentada. A direção do Sindiserf/RS se comprometeu em acompanhar a situação e, em maio, uma comitiva da entidade irá visitar o município e conversar com os servidores.

Fonte: Sindiserf/RS
Fotos: Renata Machado