Mulheres que atuam em prol de outras mulheres participaram da live “Mulheres na luta contra a violência”, promovida pelo Sindicato dos Servidores Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) nesta quinta-feira (26). A transmissão ocorreu pela página do Sindiserf/RS no Facebook e teve como objetivo encerrar o mês que é celebrado o Dia Internacional da Mulher dando visibilidade e debatendo esse assunto, que se faz cada vez mais necessário, para a construção de uma sociedade livre de machismo.
Como mediadora da live, a secretária-geral adjunta do Sindiserf/RS, Zaida Haack iniciou lendo um texto adaptado da filosofa e jornalista, Daysi Bregantini, chamado “a histórica flexão de gênero dos verbos”, que traz um apanhado do machismo e de como as mulheres foram escondidas ao longo dos tempos.

A psicóloga do Centro de Referência das Mulheres (CRM) de Santa Maria, Daniele Abelin falou da importância do acompanhamento psicológico diante de uma frente agressão sofrida. “O acolhimento e uma escuta ativa sem julgamentos são fundamentais”, acredita. Daniele também falou que o CRM realiza visitas as mulheres com medida protetiva e atividades psicoeducacionais nas escolas da região.
A assistente social, Juliane Silveira trouxe como é a rotina no atendimento a essas mulheres e ressaltou que a violência doméstica pode atingir qualquer mulher, de qualquer classe social. “Muitas não percebem que são vítimas e o nosso trabalho tem que ser em rede, pois muitas também não tem apoio da família ou viram, mães e avós sofrendo violências”, contou.
A postura dos homens, que não se enxergam como agressores foi o tema abordado pela delegada de Polícia de Restinga Seca e na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) de Santa Maria, Elizabete Shimomura. “Na maioria das vezes, esse agressor culpa a mulher, ou seja, a própria vítima pelos atos que cometem”, disse.

Por fim, a secretária de Mulheres da CUT-RS, Suzana Lauremann destacou o papel da secretaria de Mulheres de entidades sindicais na defesa dos direitos das trabalhadoras e na luta contra a violência. “Por todos esses relatos, é fundamental combatermos o machismo e a campanha da CUT-RS, que diz que as mulheres na luta tem pressa é sobre isso, pois não aguentamos mais”, declarou. A campanha defende a urgência por igualdade salarial, fim da violência de gênero e divisão justa do trabalho doméstico, “e sabemos que é uma tarefa árdua.”
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A live integra o calendário das atividades sindicais de março e foi uma iniciativa do Coletivo de Mulheres do Sindiserf/RS.
Fonte: Sindiserf/RS