A Condsef/Fenadsef realizou, no dia 10 de fevereiro de 2026, uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE), com a participação da direção nacional e de delegados e delegadas de sindicatos de todas as regiões do país. A reunião debateu a conjuntura política, a campanha salarial de 2026, as emendas ao PL 6.170/2025 e a agenda de mobilização dos servidores federais.
Logo após o feriado de Carnaval, nos dias 23 e 24, duas atividades de mobilização em Brasília serão realizadas. No dia 23 de fevereiro, segunda-feira, a partir das 10h, terá ato em frente ao MGI, em Brasília, para pressionar o governo a atender as reivindicações dos servidores no PL 6.170. No dia 24, terça, também às 10h, o ato acontece no Senado Federal pela aprovação das emendas. Essa semana também será marcada por um trabalho de força-tarefa no Senado em defesa dessas emendas.
Emendas ao PL 6.170/2025 são prioridade
Um dos principais encaminhamentos foi a apresentação de 43 emendas ao Projeto de Lei nº 6.170/2025, elaboradas pela Condsef/Fenadsef em conjunto com a assessoria jurídica e o Dieese. As emendas incorporam todas as demandas enviadas pelas entidades filiadas e já estão sendo apresentadas aos senadores e senadoras.
A Confederação reforçou que a pressão no Congresso Nacional, combinada com a mobilização nos estados, será decisiva para garantir a aprovação das emendas.
Campanha salarial de 2026: unidade e negociação coletiva
O CDE aprovou a pauta prioritária da campanha salarial de 2026, que reafirma a defesa da negociação coletiva unitária e solidária. Entre os principais pontos estão:
- Correção das distorções salariais e construção de uma tabela única para o funcionalismo federal;
- Regulamentação da Convenção 151 da OIT, garantindo data-base, negociação coletiva e direito de greve;
- Equiparação dos benefícios entre os Três Poderes;
- Fim da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas;
- Revogação de normas e decretos herdados dos governos Temer e Bolsonaro;
- Rejeição a qualquer tentativa de contrarreforma administrativa.
Entre as reivindicações aprovadas está também a proposta de criação de um programa específico de renegociação das dívidas dos servidores, o chamado “Desenrola Servidor”, voltado aos trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam alto endividamento, especialmente por meio de consignados.
A Condsef/Fenadsef reforçou que nenhuma mudança no serviço público pode ser feita sem diálogo com as entidades sindicais.
Mobilização e calendário de lutas
A reunião aprovou um intenso calendário de atividades e mobilizações, com destaque para:
- 23 de fevereiro (10h): ato no MGI, em Brasília, para pressionar o governo a atender as reivindicações dos servidores no PL 6.170;
- 24 de fevereiro (10h): ato no Senado Federal pela aprovação das emendas;
- 23 a 25 de fevereiro: força-tarefa no Senado;
- 15 de abril: Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília;
- 16 a 18 de abril: Plenária Estatutária da Condsef/Fenadsef.
Também estão previstos encontros setoriais, reuniões de mesas de negociação e atividades de formação política ao longo de março e abril.
Conjuntura
O CDE aprovou um texto de análise da conjuntura nacional e internacional, que servirá de base para o debate da campanha salarial e das eleições gerais de 2026. A Confederação orienta suas entidades a dialogarem com a base sobre a importância de eleger parlamentares comprometidos com os direitos da classe trabalhadora e com a defesa do serviço público.
A Condsef/Fenadsef reafirmou apoio ao veto presidencial à dosimetria e seguirá mobilizada contra o orçamento secreto e contra novas tentativas de retirada de direitos no Congresso Nacional.
Fonte: Condsef/Fenadsef
Foto: Reprodução/DR