Para reforçar a luta em defesa da manutenção da base de cálculo da insalubridade e contra a retirada de direitos da categoria, será realizado um Dia Nacional de Luta dos empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nesta terça-feira (3). Haverá mobilização nos três hospitais da rede no estado: Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel), Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) e no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM).
“A importância dessa mobilização é unificar a categoria e dar visibilidade à indignação e descontentamento com a resolução da empresa de alterar o cálculo da insalubridade para o salário mínimo”, afirma a secretária de Movimentos Sociais, Gênero e Etnias do Sindicato, Vera Regina Gomes da Rosa.
De acordo com ela, os empregados públicos estão cientes de todas as informações e negociações que a Empresa está fazendo. “Nosso edital de 2014 nos garante a insalubridade sobre o salário base, não pode ser rasgado. A perda financeira é muito expressiva, mas vai além disso, pois o que empresa está fazendo é fomentar a insatisfação entre os trabalhadores, desestabilizar emocionalmente e provocar um sentimento de desvalorização nessa categoria que é de extrema importância para a saúde”, disse.
Vera destaca também a atuação do Sindiserf/RS nesta luta, junto com os trabalhadores. “Vamos mobilizar toda a categoria, nos três HUs para dizer que nossos direitos não são negociáveis e que não aceitaremos nenhuma forma de assédio”, enfatiza.
Já o secretário de Comunicação do Sindiserf/RS e empregado da Ebserh no HUSM, Romário Krug, salienta que a população não será prejudicada. “A ideia é fazermos protestos silenciosos, usando roupas ou braçadeiras pretas, como já fizemos em outra ocasião”, conta.
Segundo ele, é uma forma de chamar a atenção sem prejudicar o trabalho e quem precisa do atendimento. “Porém, gera curiosidade nas pessoas e damos informações sobre os motivos da mobilização”, completa o dirigente.
Em todo o Brasil, a categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta da empresa em relação ao cálculo do adicional da insalubridade. A categoria também autorizou a entrada no TST para um pedido de mediação.
Fonte: Sindiserf/RS
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